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Estante Missal
Japão, Namban, período
Edo, início do século XVII
Madeira lacada a negro e ouro com incrustações
de madrepérola e ferragens em cobre dourado
Entre o achamento oficial do Porto Santo em 1418 e a chegada
ao Japão em 1543, decorre mais de um século,
correspondendo praticamente ao início e ao extremo
oriental das descobertas portuguesas. Nessa aventura transoceânica
os portugueses ensaiaram a globalização,
que hoje caracteriza a sociedade contemporânea.
A presença desta Estante de Missal (Kendai) neste
contexto, é reveladora da capacidade de adaptação,
diálogo e partilha dos portugueses. Apesar de numerosos
problemas na consolidação imperial e das
constantes investidas de outras potências europeias,
os portugueses muitas vezes abriram portas a uma produção
artística que revela o melhor dos dois mundos,
nesse fascínio pela diferença.
Os portugueses (Namban-jin), bárbaros do sul, chegaram
ao Japão em 1543, desembarcando na Ilha de Tanegashima.
No ano anterior tinham estabelecido o primeiro entreposto
comercial no Extremo Oriente, na costa chinesa, em Liampó,
província de Fuquiem. Descobriram a grande mais-valia
que existia em servirem de intermediários entre
chineses e japoneses, que haviam cortado relações
entre si.
A Estante é constituída por duas pranchas
de madeira articuladas, estando a superfície revestida
a laca negra (urushi), decorada a ouro (maki-e) com incrustações
de madrepérola (raden). O painel superior é
decorado com desenhos de grandes folhagens outonais de
crisântemos em flor, e outras plantas. No verso,
decoração de glicínias (fuji) e bambus
(take). Na secção inferior do verso, motivo
lacustre com patos. A estrutura formal desta estante de
missal deriva provavelmente de originais goeses em talha,
mas também existe proximidade com as estantes para
os rituais islâmicos. Em consequência da perseguição
aos cristãos sob o regime de Tokugawa Iemitsu (1623-51),
as estantes de missal são hoje peças de
grande raridade.
Esta obra de arte é a terceira peça Namban
existente em colecções públicas no
arquipélago da Madeira, conhecendo-se um cofre
no Museu de Arte Sacra do Funchal e um escritório
no Museu da Quinta das Cruzes.
Peça doada ao museu por:
ANAM - Aeroportos e Navgação Aérea
da Madeira, SA, e ANA - Aeroportos de Portugal, SA |
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> Elmo
Portugal, século
XVI
Ferro e latão
Elmo de ferro e latão
dourado, português, de meados do século
XVI, como indicador da importância do militarismo
para o estabelecimento das conquistas e sua manutenção.
Peça doada ao museu por:
ANAM - Aeroportos e Navgação Aérea
da Madeira, SA, e ANA - Aeroportos de Portugal,
SA |
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> Cruz Processional
Portugal, século XV
Latão dourado Cruz
Processional de bronze dourado, de finais do século
XV, princípios do século XVI. Esta
obra sugere a importância da expansão
da fé cristã como argumento das novas
conquistas, com o reconhecimento.
Peça doada ao museu por:
ANAM - Aeroportos e Navgação Aérea
da Madeira, SA, e ANA - Aeroportos de Portugal,
SA |
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Retrato de Colombo
Escola italo-flamenga,
século XVII
Óleo sobre tela Pintura
italo-flamenga de meados do século XVII,
assim como várias sugestões náuticas,
como a da nau Santa Maria, em que partiu de Palos
em 1492, para descobrir a América. |
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> Galeão
Holandês
Japão, final do século
XVIII
Pintura sobre papel e tecido
Peça doada ao museu
por:
ANAM - Aeroportos e Navgação Aérea
da Madeira, SA, e ANA - Aeroportos de Portugal,
SA |
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Bandeja
México, início
do século XVII
Prata lavrada e relevada
Bandeja de prata mexicana,
de meados do século XVII, que segue os modelos
coevos da ourivesaria ibérica de prata relevada
e incisa. |
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Garrafa
Chimu, Peru, século
XVI
Barro negro Garrafa
da etnia Chimu, de uma região do Peru, que
tinha a sua capital em Chan Chan. É um exemplo
do fenómeno de aculturação
e progressivo domínio colonial espanhol sobre
as povoações andinas ao longo do século
XVI. Neste exemplar a figuração principal
é já a de um conquistador espanhol,
posto como divindade, adorado por duas pequenas
figuras laterais afrontadas.
Peça doada ao museu por:
ANAM - Aeroportos e Navgação Aérea
da Madeira, SA, e ANA - Aeroportos de Portugal,
SA |
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> Canhão
Marcado VOC (Companhia das Índias
Holandesas)
Pertencente ao Slot ter Hooge
Holanda, século XVIII
Canhão pertencente ao Slot ter Hooge. |
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> Lingotes de Prata
Com contrastes holandeses
Espólio do Slot ter Hooge
Século XVIII |
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